sexta-feira, 17 de abril de 2009

ALUNOS DE GESTÃO AMBIENTAL DO INSTIST DE PARACAMBI PARTICIPAM COMO VOLUNTÁRIOS EM PROJETO DE MONITORAMENTO DE ÁGUAS DA FIOCRUZ

Monitoramento da qualidade de rios será implantado em Paulo de Frontin (RJ)

por Marcelo Garcia

Na foto de Gutemberg Brito, os alunos Aloisio, Laura e Aluisia do Curso de Gestão Ambiental do Instituto Superior de Tecnologia da FAETEC/Paracambi

No dia 11 de outubro foi realizada a reunião de encerramento do primeiro ano do projeto Agente das águas, desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) no município de Paulo de Frontin, interior do Rio de Janeiro. Coordenadores e voluntários comemoraram os resultados do programa, desenvolvido em parceria com o governo municipal. A partir dos dados produzidos, a prefeitura pretende desenvolver uma rede de saneamento básico para a região e atuar de forma mais incisiva na proteção e recuperação das bacias hidrográficas locais. Para isso, serão realizadas obras que receberão verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O planejamento para o próximo ano inclui colocar em prática as medidas do projeto e buscar maior conscientização da comunidade local para os problemas ambientais.

A proposta do projeto Agente das águas é realizar a avaliação da qualidade da água de rios e nascentes de forma mais simples, barata e eficaz. A qualidade da água é monitorada através de quatro critérios: ambiental, que analisa a qualidade das matas ciliares, o fluxo do rio e o grau de sedimentação; físico-químico e bacteriológico, que analisa o grau de poluição da água; biológico, que estuda as condições em que se encontra a fauna aquática da região; além de análises da pluviosidade e da vazão do rio.
Para realizar as análises, o projeto conta com a participação da comunidade, através de voluntários que passaram por um curso de capacitação. O grupo reúne 18 moradores de Paulo de Frontin e de municípios vizinhos, que foram divididos em grupos de quatro pessoas para realizar avaliações semanais da qualidade da água, através de métodos simples e eficientes. “Nos primeiros meses, selecionamos e treinamos voluntários, para garantir que os resultados pudessem ser utilizados para embasar planos de gerenciamento dos recursos hídricos”, descreve o biólogo Daniel Buss, coordenador do projeto e pesquisador do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do IOC.
"As análises utilizadas pelo projeto reduzem significativamente os custos envolvidos no monitoramento da qualidade da água. Além disso, a metodologia empregada, que pode ser aprendida em apenas 48 horas, tem quase a mesma eficiência das técnicas tradicionalmente utilizadas", Daniel apresenta. O biológo ressalta, ainda, ser impossível monitorar as bacias hidrográficas de um país gigantesco como o Brasil sem a participação das populações locais: “As agências ambientais e a Academia não têm condições de estar em todos os lugares e acabam concentrando seus esforços em pequenas áreas ou realizando o monitoramento de forma dispersa e sem periodicidade, através de análises via satélite que impossibilitam a detecção de um problema no momento em que ele ocorre. Por isso, as comunidades locais devem funcionar como vigilantes ambientais, detectando pequenas alterações a tempo de solucionar o problema”, informa.
O projeto Agente das águas surgiu a partir de análises realizadas por outro grupo de voluntários, do município de Paracambi, também no Rio de Janeiro, que denunciaram a péssima qualidade da água vinda de Paulo de Frontin, que já chegava poluída a Paracambi. Os resultados obtidos no primeiro ano do projeto comprovam a situação precária da rede fluvial da região: apesar de muitos dos rios parecerem limpos, quase todos se mostraram em péssimo estado, sobretudo quando considerados os medidores biológicos. “Os rios de Paulo de Frontin pareciam abandonados, não recebiam a atenção que deveriam”, analisa o voluntário Márcio Ramalho, de 35 anos. “Mas não podemos esquecer que aqui nasce, por exemplo, o Rio dos Macacos, um dos principais afluentes do Guandu, que abastece o Estado do Rio de Janeiro”, alerta.
A parceria entre o IOC e a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Paulo de Frontin já possibilitou muitas conquistas. A principal delas é a elaboração de um projeto de saneamento para o município de Paulo de Frontin, que será executado a partir de 2008 com verbas federais do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). “Com base nos dados levantados, foi possível criar um plano para implementar uma rede de infra-estrutura sanitária no município, além de trabalhos com potabilidade da água e de recuperação das matas ciliares”, explica Regina Marques, secretária municipal de Meio Ambiente de Paulo de Frontin.
Para Valesca Alves, uma das coordenadoras do projeto, a adoção dessas políticas públicas seria impossível sem o trabalho da comunidade. “Graças ao estudo, a prefeitura conseguiu sair na frente de vários municípios da região na busca de verbas para resolver os problemas. E nós também conseguimos produzir informação suficiente para que empresas poluidoras fossem notificadas e tivessem que modificar suas práticas”, orgulha-se.
Outro aspecto importante do projeto, destacado pelo voluntário Márcio Ramalho, é a conscientização da comunidade, que passa por um processo de educação ambiental. “Passamos a ter mais consciência de que somos peças dentro da engrenagem, que temos responsabilidade na preservação”, afirma. "A longo prazo, este tipo de atividade tende a fortalecer a comunidade para atuar em Comitês de Gestão de Bacias Hidrográficas, que hoje atendem somente aos interesses das grandes empresas. O que pretendemos com o projeto Agente das águas é capacitar a comunidade para gerar dados e qualificar seu discurso no processo de tomada de decisão. Esta conscientização é nossa meta para os próximos anos", Daniel confirma.
Para o segundo ano do projeto, o objetivo é colocar em prática as soluções criadas e expandir a conscientização sobre a importância da preservação a toda comunidade. “É preciso mostrar às pessoas que vale a pena lutar por isso, transformando a iniciativa de 18 voluntários no esforço de 18 mil moradores”, propõe Daniel. O projeto Agente das águas já foi realizado em outras regiões do Rio de Janeiro, como Guapimirim, Baixada Fluminense e em bairros da capital. É desenvolvido também em outros Estados do país, como Amazonas, Espírito Santo e Paraná, onde atinge sete municípios e conta com centenas de voluntários.

terça-feira, 14 de abril de 2009

RECICLAGEM É FONTE DE INCLUSÃO SOCIAL?

POR OSWALDO MENDES

Se MPB é Música Popular Brasileira, qual o motivo do samba não ser enquadrado neste modelo? Tenha certeza que o samba não se encontra na lista dita como MPB, mas sim, nesta lista encontram-se alguns gênios da música que cantam samba.
Imaginem Bezerra da Silva cantando MPB, mas quando regravado, fica lindo. Não é? Ninguém critica quem escuta MPB, pois são pessoas cultas, mas quem escuta samba. Coitado!
Quando um caminhão carregado de tijolos fura um pneu na Ponte Costa e Silva(Rio-Niterói) é igual a quando ditos “ativistas” que paralizam duas cidades, por horas. Coitado.... do motorista.
Se pessoas fazem parte do ambiente, como escolher entre primeiro ambiente e pessoas. De novo, coitado do motorista.
É muito fácil ser ecologista atualmente. Em 1994, Michel Porter avisou que Meio Ambiente daria muito lucro. E assim se fez verdade.
Reduzir, Reciclar e Reutilizar é dito aos brados, mas poucos citam o conceito do Poluídor Pagador, pois este fere no seu bolso e muito menos modelos como ACV – Análise de Ciclo de Vida – NBR 14040 e NBR 14044(em revisão atualmente).
“Conhecer globalmente, mas agir localmente.” É considerada a base da Educação Ambiental.
Repassar à população a responsabilidade de tratar o seu resíduo é muito mais barato do que fazer uma Logística Reversa Ambiental. Adicione-se ainda a este quadro a baixa escolaridade de grande parte da população, a racionalização do trabalho, onde processos repetitivos são automatizados e a crise internacional da bolha imobiliária.
Levar da fábrica aos postos de venda garrafas e mais garrafas de refrigerante utilizando-se PET é a logística direta, que é relativamente fácil. Mesmo modelo para pilhas, pneus, tetra pak e outros. Agora fazer com que seja dado a estes resíduos um tratamento adequado ou retorno a produção para tratamento que é difícil. É a Logística Reversa Ambiental.
Como citei resíduos, a norma deve ser adotada para classificação é a NBR 10.004:2004. Em empresas deve-se cumprir a NR – 25(Norma Regulamentadora 25 do Ministério do Trabalho e Emprego – www.mte.gov.br )
Lembrando que o conceito de “desenvolvimento sustentável” leva em conta dois pontos: a economia e o Meio Ambiente.
Já o conceito de Sustentabilidade, além dos dois constantes em “Desenvolvimento Sustentável” leva também em conta a Sociedade.
Agenda 21, Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e o GRI devem ser objeto constante da atenção, seja da população ou de seus representantes legais.
Note que pouco se fala sobre o PPP – Princípio Poluidor Pagador e da Análise de Ciclo de Vida. Será qual o motivo? Quem pariu Matheus que o embale? Filho feio não tem pai? Desovar para a população a nossa responsabilidade? Socializar o prejuízo (ambiental)?
Trabalho onde “Agentes Ambientais” fazem a coleta de resíduos para reciclagem já é conhecido pela população a decênios. Processo onde o intermediário leva a grande vantagem. Aqueles que deste processo estão na ponta (catadores) é por muitas vezes estudado, mas efetivas propostas para que deste modelo não seja dependente, é muito mais difícil.
Para não fazer o aumento do sofrimento de pessoas é muito importante que não sejam tratados como peixes em um aquário ou como sambistas que não sabem cantar MPB.

SEMINÁRIO SOBRE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADAS NA PUC/RJ

Seminário sobre Recuperação de Áreas Degradadas vai mostrar pesquisa realizada em Cachoeiras de Macacu O Departamento de Engenharia Civil realizará na próxima quinta-feira (16/4) um seminário para apresentar a pesquisa de Recuperação de Áreas Degradadas executada pelo Laboratório de Avaliação, Monitoramento e Mitigação Ambiental no distrito de Japuíba, em Cachoeiras de Macacu (RJ). O seminário será ministrado pelo professor José Araruna, que vai mostrar os trabalhos de investigação de campo e laboratorial, as análises de estabilidade e o projeto final de recuperação da voçoroca gerada pela atividade agropecuária da região. O seminário é aberto aos interessados, às 16 h, na sala 501-L.
Semana de Meio Ambiente deve ter “alto impacto sensorial” Começaram na sexta-feira (3/4) os encontros para a organização da XV Semana de Meio Ambiente<http://www.nima.puc-rio.br/sobre_nima/eventos/sma2009/index.html>com a presença da turma de Eco-inovação (Design/Desenho Industrial), do professor Fred Gelli, o DCE (Diretório Central dos Estudantes), e a equipe do NIMA. Neste primeiro encontro se discutiu a necessidade da criação de suportes de comunicação adequados, que ofereçam baixo impacto na confecção de filipetas, cartazes e material em geral.
Outro ponto levantado foi a importância da participação dos alunos de todas as áreas na realização do evento. A multidisciplinaridade foi comparada a uma cesta de palha, onde a PUC é o esqueleto com fios de palha e os estudantes são as tramas que dão molde e estrutura ao cesto. A turma de Eco-inovação pretende utilizar sua arte e inventividade para persuadir as pessoas a participarem dessas idéias. A Semana de Meio Ambiente “pode ter baixo impacto ambiental, mas precisa ter alto impacto sensorial”, disse Gelli. As reuniões estão abertas aos interessados todas as terças às 14h no DCE. <http://www.nima.puc-rio.br/noticias/imagens/fred_front.jpg>

quinta-feira, 9 de abril de 2009

POTENCIALIDADES DO BAMBU, COMPOSITOS DE TERRA CRUA E FIBRAS NATURAIS

A seguir infomação sobre uma palestra que será apresentada pelo presidente da nossa associação, Prof. Khosrow Ghavami, no dia 17 de Abril, na PUC -Rio.

Atividade: Palestra Tema: Potencialidades do Bambu, Compositos de Terra Crua e Fibras Naturais apropriadas para uma tecnologia Verdadeiramente Sustentavel.Objetivo: Apresentar alguns resultados das pesquisas realizadas a partir de 1979, na PUC-Rio, voltadas para materiais disponiveis localmente, como bambu, compositos de terra crua e cimentícios, reforçados com fibras naturais. O objetivo é demonstrar que existem grandes potencialidades dos materiais e tecnologias disponíveis nos países em desenvolvimento, que não foram estudados nas universidades e institutos de pesquisa desses países, por razão de dependência dos modelos dos países industrializados. Desse modo, um desenvolvimento tecnológico autônomo é possível através do resgate e atualização de materiais e técnicas pré-industriais, conduzindo a soluções de engenharia de baixo impacto ambiental, em objetos e materiais mais econômicos e mais eficazes que o convencional, reforçando, por outro lado, os valores territoriais na vida cotidiana. Isso é possivel através da geração de uma atitude direcionada à interdisciplinaridade entre os pesquisadores e colaboração interinstitucional. Os resultados positivos de 30 anos desta pesquisa integrada, com divulgação internacional, fez do grupo do NOCMAT - Non Conventional Materials and Technologies, com sede na PUC-Rio, ser procurado intensamente por univesidades e pesquisadores dos países industrializados, como EUA, países europeus, China e Japão.Horário: das 13h às 14hLocalização: Auditório RDC - Ed. Rio Data Centro (PUC-Rio)Professor: Khosrow Ghavami
Número máximo de participantes: 150

*** senhas serão entregues meia-hora antes, no próprio laboratório ***

terça-feira, 7 de abril de 2009

ÁGUA E ENVELHECIMENTO


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Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: "Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?"Alguns arriscam: "Tumor na cabeça:".Eu digo: "Não".Outros apostam: "Mal de Alzheimer". Respondo, novamente: "Não".A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.Insisto: não é brincadeira.Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica.Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água.Conclusão:idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente ou a umidade do ar baixar muito. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.Por isso, aqui vão dois alertas. O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!Meu segundo alerta é para os familiares: Ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e de um dia para o outro ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.
Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de C línica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

segunda-feira, 23 de março de 2009

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

DIA MUNDIAL DA ÁGUA - 22 MARÇO 2009


Prezados Senhores,

Segue urgentíssimo apelo de advocacia "Pro bono" para a causa "SALVE O MANANCIAL DO CAÇADOR" posto que Juiza Federal proferiu sentença de primeira instância, autorizando o desvio sobre a outra vertente da serra S. Lourencinho- o topo da Serra do Mar , com a transposição do Manancial do Caçador composto por mais de 17 nascentes intactas e florestadas de água potável, para a ampliação da BR 116 - cruzando todas cabeceiras produtoras de água e ilhando o Ribeirão Caçador no BIOMA MATA ATLÂNTICA- . Nos termos do Art. 225 CF e dos princípios jurídicos ambientais, para evitar danos irreversíveis ao meio ambiente, a OSCIP SOS MANANCIAL, invocando o Direito de Petição , pleiteou a revisão da sentença e o recurso de apelação, postulando que, A SOS MANANCIAL assistente simples do Ministério Público Federal, nesta Ação Civil Pública foi impedida de produzir provas, muito embora tenha oferecido consistentes quesitos realizados pela sociedade civil e indicado renomados assistentes técnicos voluntários, pois, o procedimento pericial , foi revogado pela juiza com a concordância dos reús IBAMA E DNIT e do Autor MPF, após anos de discussões relativas , tanto a quem caberiam as custas quanto à pertinência do adiantamento aos honorários dos peritos.

Contudo, o prazo de recurso de apelação da sentença é até 23 de março 2009, segunda-feira agora, precisamos urgente de prestação de serviço jurídico "Pro bono" para esta causa - paradigma do movimento ambientalista e da cidadania pelas águas, com vistas ao recurso de apelação nos termos da petição abaixo , mediante jus postulandi , posto que a bem do interesse público esta sentença , não deverá obstar que a duplicação da BR116 tão almejada por todos , possa ser condicionada a um projeto melhor, com outra diretriz de traçado de forma a conciliar maior segurança aos usuários com a preservação dos preciosos recursos naturais lá existentes. Ainda , estamos em tempo: SALVE O MANANCIAL DO CAÇADOR!

Com vistas ao patrocínio na defesa desta causa, por meio de advocacia "Pro bono", para a segunda instância, desde já, agradecemos contacto de quem puder nos oferecer apoio jurídico, visto que esta Organização da Sociedade Civil de Interesse Público não dispõe de recursos. Presente e futuras gerações agradecerão.

Yara Toledo
OSCIP SOS Manancial
3 Documentos transcritos abaixo desta OSCIP à 4ª CCR/PGR/MPF e à 16a VARA FEDERAL


Organização da Sociedade Civil de Interesse Público OSCIP CNPJ 03.259.395/0001-30-
MJ - Processo no. 08000.01868/2000-65
D.O.U. de 22/11/2000 - Registro Barueri no. 130335
SOS Manancial
Cadastros ”CONDEMA, “CONSEMA” e “CONAMA”
Rua Batatais,no. 507– apto 91–São Paulo- CEP 01423010- SP
Site: http://www.sosmanancial.org.br/
Email: sosmanancial@uol.com.br
Telefax: +5511 3885 1490
Água mais cara que Petróleo

Brasil Rotário/Agosto/2004
Egrégia 4ª Câmara de Coordenação e Revisão
4ª CCR – Meio Ambiente e Patrimônio Cultural

Inquérito Civil: 03/97 PR-SP
Processo: 2003.61.00.023370-7
16a Vara Federal



A OSCIP SOS MANANCIAL, vem à presença da Egrégia 4ª Câmara de Coordenação e Revisão, 4ª CCR – Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, pela presidenta signatária, encaminhar para conhecimento, nosso recurso abaixo transcrito à juiza. Enquanto assistente do MPF nesta lide vem solicitar informações para termos conhecimento se o MPF vai recorrer da sentença para podermos estabelecer a estrategia da OSCIP , pois, consultando verificamos que o prazo do recurso não se extinguia na data que protocolizamos nosso apelo à juiza, mas- o prazo para recorrer ainda está em curso, uma vez que os autos foram remetidos para o Ministério Público no dia 19 de fevereiro, e ele tem 30 dias para apelar, a partir do momento em que recebeu o processo. Assim, mesmo que ele tenha recebido no próprio dia 19, o termo final do prazo será o 23 de março (primeiro dia útil após o último dia).-

Enquanto entidade compromissada primordial e eticamente com a presente e principalmente às futuras gerações, na preservação dos mananciais que restam, aonde quer que ainda existam, agradece a conotinuidade da tutela do Ministério Público Federal à causa.São Paulo, 9 de Março de 2009.
YARA REZENDE A. DE TOLEDOPresidenta da SOS MANANCIAL
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EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA TÂNIA REGINA MARANGONI ZAUHYU
JUÍZA FEDERAL DA 16a VARA FEDERAL DA 1ª SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO


JFSP-FORUM CIVIL11/03/2009 14:57 Prot nro 2009.00006457-1

Processo: 2003.61.00.023370-7
Ação Civil Pública
16a Vara Federal


A OSCIP SOS MANANCIAL, pela presidenta signatária vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 225, caput, da Constituição Federal “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”, com fulcro nos princípios ambientais da Precaução, da Previsibilidade e do Equilíbrio votados por unanimidade na Conferência das Nações unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, e , amparada no artigo 5º da Constituição Federal “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade “ inciso XXXV – “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”, e invocando o Direito da Petição, inciso XXXIV: “são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos” requerer e expor o que se segue:
Nosso inconformismo com a sentença prolatada em razão de que não foi possível produzirmos as provas tão necessárias para dirimir todas dúvidas desta ação.
Contribuimos de inúmeras formas dentro da Ação Civil Pública inicial de nº 1999.61.00.040722-4, da Medida Medida Cautelar nº 2002.61.00.029895-3 e da Ação Civil Pública nº 2003.61.00.023370-7. Ficamos com sentimento de perda de tempo e um grande desperdício de energia. Após 10 anos, fomos impedidos pela revogação da perícia de produzirmos as provas que contribuiriam para que Vossa Excelência julgasse procedente os pedidos desta Ação.
Paulo Affonso Leme Machado, salienta que “não é preciso que se tenha prova científica absoluta de que ocorrerá dano ambiental, bastando o risco de que o dano seja irreversível para que não se deixem para depois as medidas efetivas de proteção ao meio ambiente, sendo que “existindo dúvida sobre a possibilidade futura de dano ao homem e ao meio ambiente, a solução deve ser favorável ao ambiente e não ao lucro imediato - por mais atraente que seja para as gerações presentes” (Pg. 622, Direito Ambiental Brasileiro)
A sociedade civil que atuou com altruismo para preservar da fragmentação a Bacia do Caçador, para evitar o ilhamento do Ribeirão Caçador e do Bioma Mata Atlântica, recebeu aproximadamente 10000 subscrições qualificadas ao longo destes anos, a nivel nacional e internacional, razão pela qual, a sentença é recebida com sentido de grande pesar, visto que todos esforços realizados aparentemente foram inúteis.
Ao revogar a perícia e julgar improcedente a Ação Civil Pública, Vossa Excelência não dimensionou que poderá estar incentivando a potencialização da degradação ambiental.
Lamentavelmente, a falta de conscientização pública em matéria ambiental gera à coletividade, e às entidades que a representam o desinteresse de continuar defendendo a segurança, a qualidade de vida e o equilíbrio ecológico, nas situações em que assim o exigirem. O meio ambiente é bem de uso comum, e, portanto difuso, sendo os verdadeiros “proprietários” deste bem: a coletividade.
Não é aceitável que os recursos públicos sejam destinados a financiar a poluição e a degradação da natureza, transgredindo os príncipios constitucionais.
Não buscamos a medida judicial com o escopo de sobrestar a duplicação da rodovia, mas , que esta duplicação não causasse os danos irreversíveis que irão ocorrer, não conseguimos a tutela jurisdicional desejada para o interesse difuso e coletivo. Não pleiteávamos direitos novos, mas que fossem respeitados os já existentes, direito à vida para os usuários que trafegam pela rodovia, e a preservação dos recursos naturais lá existentes, a proteção da floresta, das águas, e de todos que nelas habitam, e , especialmente a proteção da coletividade que se beneficia dos serviços ambientais prestados pela Bacia do Caçador e pela Serra São Lourencinho.
Em tratando-se de medida de peso, em caráter preventivo, a fim de que se evitasse danos irreverssíveis, trouxemos no âmbito desta demanda, especialistas em várias áreas para nos assistir, reconhecidos técnicos que com elevado espírito cívico afluiram em suporte à causa , e ainda, juntamos quesitos elaborados de forma espontânea e coletiva pela sociedade civil - coordenados pelo engenheiro civil Horácio Ortiz, ex-presidente do Instituto de Engenharia, ex- Secretário de Transportes do Governo de S. Paulo, ex- Deputado Federal , com base em pareceres de Ortiz, Tarcisio Celestino, Hugo Rocha, Hugo Pietrantonio, Fabio Olmos, Eduardo Giansante, Akira Koshima, Eduardo Catharino, Aziz Ab´Saber, Waldir Mantovani, Carlos Rocha, Pirani, Muniz Farias, Lutzemberger, Lázaro Zuquete, André Assis, Bessa Antunes, Sterling, Cândido Malta, Mario Mantovani, entre outros membros da academia, USP, UNESP, UNICAMP, UNB , associações técnicas , INSTITUTO DE ENGENHARIA, IPT, CBT-ABMS, ONGS e pessoas de renome com competência reconhecida que pugnaram por outra alternativa e asseveraram que a Alternativa F (original ou aprimorada) - que contem o Segmento 6, é extremamente danosa. Estes documentos constam desta Ação Civil Pública .
A liberação pela ALTERNATIVA F, que inclue o segmento 6, com a duplicação fora do eixo da pista atual vai gerar um dano irreversível para o meio ambiente. A Licença Prévia 132/02, emitida pelo IBAMA que autoriza o desvio de aproximadamente 5 km, no topo da Serra do Mar , em sua vertente oceânica, cortando uma grande e importante área do bioma Mata Atlântica, com seccionamento dos cursos d´água, das cabeceiras de drenagem do Ribeira de Iguape, bem como a morte de muitos animais, inclusive endêmicos como em extinção, transformarão este setor precioso em recursos naturais, aonde hoje corre o Ribeirão Caçador, numa ilha de Mata Atlântica que será extinta em poucos anos.
Na Assembléia Legislativa, durante a Audiência Pública da Frente Parlamentar em defesa da manutenção e duplicação da BR-116, aos 18/02/2009 foi dito pelo Eng. Ênio, Superintendente da Autopista Régis Bittencourt S.A. que hoje, após a manutenção e reparos realizados pela concessionária, o maior índice de acidentes não ocorre mais na Serra do Cafezal, mas nas Serras da BR-116 que foram duplicadas com desvio, fora do eixo das pistas existentes. Fatalmente, ocorrerá o mesmo, no trecho cognominado pelo DNER/DNIT de Serra do Cafezal, com a duplicação proposta através do Segmento 6 - ALTERNATIVA F. Foi também aduzido, nesta audiência que operacionalmente fica mais prejudicado o atendimento aos usuários nas duplicações não contíguas às pistas existentes.
Portanto, nosso desgosto neste momento como OSCIP- Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, é não termos tido os recursos para arcar com os honorários dos peritos indicados por Vossa Excelência. É óbvio que o IBAMA e o DNIT não consentiriam em adiantar os honorários dos peritos para a produção de provas contra si próprios. Todavia a Súmula 232, garante que a Fazenda Pública poderia estar arcando com os custos deste tralhalho, portanto ratificamos nosso inconformismo , com a concordância do assistido na desistência da perícia.
Em anexo segue Petição desta OSCIP à 4ª CCR – Meio Ambiente e Patrimônio Cultura, a qual reiteramos .
Vimos à presença de Vossa Excelência, que atuou com brilhantismo e coerência ao longo de todos estes anos, requerer que reconsidere a sentença prolatada dando prosseguimento ao feito no sentido de que seja avaliado tudo o que foi pleiteado na Ação Cautelar e na Ação Civil Pública. Em havendo possiblidade de Vossa Excelência rever vossa respeitável decisão, que seja dado prosseguimnento ao feito com a realização das perícas que foram inicialmente requeridas. No caso contrário, em que seja mantida a sentença, que esta Petição seja recebida como recurso de apelação com a adoção das medidas legais cabíveis.

Neste Termos ,
Pede Deferimento
São Paulo, 11 de Março de 2009.
YARA REZENDE A. DE TOLEDOPresidenta da SOS MANANCIAL


Organização da Sociedade Civil de Interesse Público OSCIP CNPJ 03.259.395/0001-30-
MJ - Processo no. 08000.01868/2000-65
D.O.U. de 22/11/2000 - Registro Barueri no. 130335
SOS Manancial

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PRECISAMOS APRENDER A LER NAS ENTRE LINHAS

Canal do Cunha será despoluído
JB Online
RIO - Os canais do Cunha e do Fundão vão começar a ser despoluídos em janeiro. A obra, sob a responsabilidade da Secretaria Estadual do Ambiente, terá recursos de R$ 185 milhões, da Petrobras, e será realizada pela empresa Queiroz Galvão. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo ministro do Meio Ambiente,Carlos Minc, e pelo subsecretário estadual do Ambiente, Antonio da Hora. Além de recuperar uma região bastante degradada, a dragagem também irá reduzir as enchentes causadas pela elevação do Rio Faria Timbó.
Segundo Minc, a recuperação dos canais do Cunha e do Fundão constitui a primeira medida do Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, na semana passada, na Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, na Polônia.
- Essa medida é uma adaptação às conseqüências geradas pelas mudanças climáticas, como a elevação do nível do mar. Essa área é afetada pelas enchentes porque o aterro antigo da Ilha do Fundão impediu a circulação de água. A obra permitirá solucionar este fato, reduzindo significativamente as enchentes provocadas pela elevação do rio Faria Timbó – disse o ministro.
A obra deverá ser concluída em dois anos e abrangerá o desassoreamento dos canais, facilitando a circulação de água. Serão dragados 2,2 milhões de metros cúbicos de material em uma área de 6,5 km de extensão. O lodo a ser retirado possui aproximadamente quatro metros de altura, a partir do nível da água. O projeto também compreenderá urbanismo e saneamento do Fundão e o reforço nas pontes. A Petrobras também financiou, com recursos de R$ 2 milhões, o projeto-executivo da obra e o EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental).
Antes da obra, a UFRJ efetuou um estudo detalhado do solo e análise dos sedimentos em 107 pontos da região e constatou a presença de metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, antimônio e outros metais. A camada contaminada com metais pesados passará por um processo de separação de areia para tratamento. Após esse procedimento, os sedimentos restantes serão dispostos em cápsulas de geotextil, para drenagem de líquido. A água, completamente limpa, retornará para a Baía de Guanabara.
- Esses bolsões geotextil serão dispostos no solo em uma área de aproximadamente 9 km de extensão. Mas, antes, o solo passará por um processo de impermeabilização. Sobre essa área, faremos a urbanização. Esse material é extremamente seguro, não oferecendo portanto qualquer perigo ao meio ambiente e também para a saúde da população. O material que não estiver contaminado com metais pesados, será disposto em alto mar, em local licenciado. Já o restante do lixo como pneus, carcaças de automóveis serão encaminhados para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Vamos monitorar todo esse trabalho, durante e após a obra – afirmou Antônio da Hora, ressaltando, que durante a obra, será utilizado produto para modificar a composição do gás sulfídrico, responsável pelo forte mau cheiro da região.
Posteriormente, a Secretaria do Ambiente fará novas intervenções na região como a construção de um píer para os pescadores, horto e sede para cooperativas de catadores, com recursos do Fecam.
[16:50] - 22/12/2008 -

OFICINA DE PET

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