segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rio lança inventário para analisar situação da Mata Atlântica no estado

16/09/2013 - 11h42
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Com o objetivo de estudar a situação da Mata Atlântica, foi lançado hoje (16) o primeiro Inventário Floresta Nacional no município de São Pedro da Aldeia, na Região Lagos, no estado do Rio. A principal meta da iniciativa, organizada pela Secretaria Estadual de Ambiente (SEA), é levantar dados das espécies vegetais existentes em diversas áreas da região, a partir da coleta de materiais botânicos, para conhecer os ecossistemas da Mata Atlântica, como restingas e manguezais.
Segundo estimativa da SEA, a ação, que integra o Plano Nacional de Meio Ambiente, deve durar pelo menos dois anos. Equipes da secretaria, formadas por engenheiros florestais e biólogos, farão a coleta de folhas, frutos e flores, além de amostras do solo.  
De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, as discussões vão consolidar mecanismos de cobertura para o monitoramento de áreas de mata no Rio de Janeiro. "Precisamos conhecer todo esse espaço para estruturar ações de preservação. Temos que verificar espécies que se fortaleceram e também aquelas em extinção. Essas discussões precisam ter serventia para a população, porque é nesse tipo de debate que se formam parcerias. Temos que trazer benefícios de maneira responsável e sustentável, que é o mais importante", disse Minc.
Durante a cerimônia de lançamento do inventário, o prefeito de São Pedro da Aldeia, Cláudio Chumbinho, assinou decreto oficializando a criação do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica Aldeense, com 268 hectares, abrangendo os morros dos Milagres e dos Frades. Foram plantadas mudas na Faixa Marginal de Proteção (FMP) da Lagoa de Araruama, com a presença de pescadores do município que estão recebendo ajuda financeira devido à proibição temporária da pesca no período de defeso - devido à reprodução -, que acaba em 31 de outubro.
Edição: Graça Adjuto

Monge que tem familiares em Fukushima escreve à Dilma contra o acordo nuclear Brasil- Japão

Exma Sra Dilma Roussef
Digníssima Presidenta
Republica Federativa do Brasil
Brasília, 5 de setembro de 2013.
Eu me dirijo à senhora, muito preocupado com o encontro que teve com o Primeiro Ministro Abe em San Petersburgo, Rússia, na reunião dos G-20, em que um dos temas tratados teria sido o Acordo de Tecnologia Nuclear entre o Brasil e o Japão.
Sou brasileiro, pai brasileiro e mãe japonesa.  Já como professor de economia na USP, fui discriminado pela ditadura que então se instalava, exilei-me no Chile do Allende e preso no Brasil, ao retornar. Participei da fundação do PT e da formação dos primeiros governos democrático-populares. Hoje sou monge budista, sem renegar o passado e cônscio das potencialidades e limitações das ações governamentais e condicionantes internacionais. 
Estive em Fukushima várias vezes. Minha mãe é de lá, tendo sido um irmão seu - enquanto governador daquela província - o responsável pela instalação da primeira usina nuclear japonesa. 
Neste ano, fui a Fukushima especialmente no segundo aniversário da tragédia ocorrida no dia 11 de março de 2011. Embora lá tenha estado também no ano passado, desta vez a impressão foi tão forte que me marcou como um divisor de águas para pensar o futuro da humanidade.
O que eu vi parecia tranquilo, os estragos do terremoto e tsunami já em reconstrução e pude ir até perto da usina nuclear que explodiu, mesmo correndo o risco de radiação acima do limite de perigo.  Só estranhei a expressão das crianças que vi no caminho, muito quietas e apáticas.  Entretanto, entrevistando os adultos diretamente afetados, eles expressaram angustia e desesperança.  Conversando com pessoas que continuavam em atividades de apoio e solidariedade, senti certo ar de conformação e impotência.  Mas, ouvindo os empresários, burocratas e políticos, percebi muita falsidade e hipocrisia. 
Angustia e desesperança, conformação e impotência expressam a crise da civilização, o fosso que se abre entre o formidável avanço científico-tecnológico e a organização socioeconômica ineficiente e imoral que fomenta a falsidade e a hipocrisia.  Passando por cima da tradição cultural e comunitária, isso está acontecendo com o Japão, apesar de ser hoje um dos países mais ricos do mundo.  
O Japão ainda não resolveu a questão das usinas nucleares sob nenhum ponto de vista, que seja técnico, social ou econômico.  Não é só Fukushima que continua vazando por ar e pela água e provoca apreensão mundial, mas toda a nação está preocupada, insegura e desconfiada com as quase 50 usinas nucleares espalhadas pelo país.  A crítica sobre o próprio sistema de produção e consumo, assim como do modelo energético, está aumentando.
Quase cem entidades civis no Japão estão questionando a intenção do Acordo Nuclear com o Brasil e aqui, nacionalmente, muitos movimentos estão se organizando.  Isso terá repercussão no mundo todo em que as usinas nucleares estão sendo fechadas ou cerceadas devido a sua periculosidade atual ou potencial.   Ou o Brasil está comprando gato por lebre empurrado e influenciado por corporações inescrupulosas que só visam o lucro até na venda de projetos imprestáveis e exportação de reatores perigosos e colocados em desuso, ou há interesse em desenvolver aparatos bélicos nucleares que lembrem Hiroshima e Nagasaki?
O povo japonês está sofrendo e pagando muito caro por tudo isto.  O nosso povo não precisa passar por esse sacrifício.  Já se comprovou que a geração nuclear não é limpa nem segura e, do ponto de vista econômico, depende de muitos subsídios e seguros caríssimos que assegurem o retorno do investimento - mais que o dobro do custo da própria geração da energia - sempre custeados pelos contribuintes.  É nisto que as corporações estão interessadas.   
Além disto, a mineração de urânio é sabidamente nociva para a saúde dos trabalhadores e polui o meio ambiente, o armazenamento do combustível irradiado é perigoso por mais cuidado que se tome até porque não tem cheiro nem cor e o dejeto nuclear decorrente, por mais profundo que seja o buraco onde joguemos, os seus efeitos radioativos fatais são quase eternos.   E a maldade humana em querer experimentar as armas nucleares?
Não há nada de bom para herdarmos esse fantasma para as futuras gerações.  
No mundo todo está aumentando o uso de energias renováveis e a tendência é que em 2050 já seja de 80%.  Muitas alternativas estão se desenvolvendo rapidamente com o extraordinário e rápido avanço da ciência e tecnologia como fez os agilíssimos PCs a substituir os pesados mainframes, o acessível e universal e-mail a tornar obsoleto o envio de cartas pelo correio.  E o Brasil dispõe de muito sol e brisa, além da capacidade e potencial de pesquisa e desenvolvimento!   
Escrevo à senhora como presidenta fadada a levar o Brasil ao equilíbrio econômico e social como coloca-lo no caminho da liderança em desenvolvimento qualificado e pacífico.  Nisto o Japão pode colaborar em muitos aspectos e nós sermos solidários com o seu sofrimento atual.  Lembro também que foi a senhora que instituiu o Dia Nacional do Buda pela Lei No. 12.623 de 09 de Maio de 2012, tornando-se benfeitora do budismo que sempre pregou paz, equilíbrio e Bem Aventurança pelo mundo. 
Atenciosamente.
NAMASTE – NAMANDABU

Monge Ademar Kyotoshi Shôjo Sato   

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quarta-feira, 27 de março de 2013

Caro ladrão de palmito



Depois de 23 anos de pura preservação, assim como tantos outros lugares com matas, também a Reserva Bugerkopf recebeu, não posso dizer finalmente, a visita, que não posso dizer honrosa, tua e de vários colegas teus.

Teus receptadores, os maiores criminosos que te usam, devem ter ficado alegres com o lucro do material roubado. Triste ficou a floresta, que agora está mais pobre. Triste ficará a fauna nativa (aquela que escapar com vida dos teus colegas caçadores, igualmente criminosos), que nos próximos meses se verá privada de valiosa fonte de alimento no inverno, os milhões de nutritivos frutos do palmiteiro que apodrecerão no chão, sem amadurecer, sem servir de alimento e sem sementes para perpetuar a espécie.

Teu esquema de crime tem sorte, pois as autoridades em posições de mando e decisão não estão nem aí para a preservação da natureza; os órgãos ambientais, desfalcados e desprestigiados, a polícia ambiental mais ainda e, se ainda mostra serviço, é graças aos verdadeiros heróis dos seus pelotões e batalhões que, conscientes de suas responsabilidades, se desdobram para dar conta do recado; os proprietários que gostariam de colher honestamente seu palmito enfrentam as maiores dificuldades burocráticas e desamparo do governo e acabam desistindo, deixando o campo aberto para o ilícito. Finalmente, mas não somente isso, a atual impunidade te é muito favorável.

Como nem tudo são flores, ainda há quem compreenda a extrema gravidade, as consequências terríveis dos teus atos, se não tua feliz impunidade seria total.

Só acho que deverias pensar na sustentabilidade do teu “negócio”. Estás agindo como se fosses o último ladrão de palmito! Estás exagerando na tua raspa de tacho larápica, cara! Precisas aprender urgente métodos de roubo sustentáveis, dar chance para a reprodução da espécie, pelo menos, se não, o que será do teu futuro e do futuro dos teus filhos e netos ladrõezinhos, que não terão mais palmito prá roubar?

Vejo que não é fácil ser peão de ladrão de palmito. Que trabalho duro e insano! Carregar aquele peso nas costas, todo torto, em terrenos escarpados, cheios de obstáculos e perigos, umidade e calor! Deverias requerer direito a benefício insalubridade e aposentadoria precoce. E te dou uma dica muito fácil: os mesmos deputados e senadores que não estão nem aí para a preservação e proteção da biodiversidade podem te ajudar.

“Ecordialmente”

Lauro Eduardo Bacca

segunda-feira, 4 de março de 2013

Programação do Dia Internacional da Mulher em Paracambi - 08 de Março de 2013



08 de Março Dia Internacional da Mulher
Praça Castelo Branco - Paracambi
A partir das 18:30

Apresentação da Ginástica da Praça ao Ar Livre
Homenagens
Apresentação do Ballet Municipal
Apresentação do Grupo de Dança do Ventre
Show com a Cantora Deise Dantas
Show com a Cantora Gisele Ferreira


Ao mesmo tempo em que acontecem as apresentações, no espaço da praça estarão os serviços Municipais que de atendimento a gênero como Cepomp, Cramp/sv, Saúde da Mulher, CRAS, Creas, COMAD, stand AVON e NATURA, etc. Cada um com a divulgação do seu trabalho. Como também os Grupos de artesanato: Paracambi feito à mão e Paracambi Artesanal.

OFICINA DE PET

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GIRASSOIS NO C.E.PRES.KENNEDY