quarta-feira, 27 de março de 2013

Caro ladrão de palmito



Depois de 23 anos de pura preservação, assim como tantos outros lugares com matas, também a Reserva Bugerkopf recebeu, não posso dizer finalmente, a visita, que não posso dizer honrosa, tua e de vários colegas teus.

Teus receptadores, os maiores criminosos que te usam, devem ter ficado alegres com o lucro do material roubado. Triste ficou a floresta, que agora está mais pobre. Triste ficará a fauna nativa (aquela que escapar com vida dos teus colegas caçadores, igualmente criminosos), que nos próximos meses se verá privada de valiosa fonte de alimento no inverno, os milhões de nutritivos frutos do palmiteiro que apodrecerão no chão, sem amadurecer, sem servir de alimento e sem sementes para perpetuar a espécie.

Teu esquema de crime tem sorte, pois as autoridades em posições de mando e decisão não estão nem aí para a preservação da natureza; os órgãos ambientais, desfalcados e desprestigiados, a polícia ambiental mais ainda e, se ainda mostra serviço, é graças aos verdadeiros heróis dos seus pelotões e batalhões que, conscientes de suas responsabilidades, se desdobram para dar conta do recado; os proprietários que gostariam de colher honestamente seu palmito enfrentam as maiores dificuldades burocráticas e desamparo do governo e acabam desistindo, deixando o campo aberto para o ilícito. Finalmente, mas não somente isso, a atual impunidade te é muito favorável.

Como nem tudo são flores, ainda há quem compreenda a extrema gravidade, as consequências terríveis dos teus atos, se não tua feliz impunidade seria total.

Só acho que deverias pensar na sustentabilidade do teu “negócio”. Estás agindo como se fosses o último ladrão de palmito! Estás exagerando na tua raspa de tacho larápica, cara! Precisas aprender urgente métodos de roubo sustentáveis, dar chance para a reprodução da espécie, pelo menos, se não, o que será do teu futuro e do futuro dos teus filhos e netos ladrõezinhos, que não terão mais palmito prá roubar?

Vejo que não é fácil ser peão de ladrão de palmito. Que trabalho duro e insano! Carregar aquele peso nas costas, todo torto, em terrenos escarpados, cheios de obstáculos e perigos, umidade e calor! Deverias requerer direito a benefício insalubridade e aposentadoria precoce. E te dou uma dica muito fácil: os mesmos deputados e senadores que não estão nem aí para a preservação e proteção da biodiversidade podem te ajudar.

“Ecordialmente”

Lauro Eduardo Bacca

segunda-feira, 4 de março de 2013

Programação do Dia Internacional da Mulher em Paracambi - 08 de Março de 2013



08 de Março Dia Internacional da Mulher
Praça Castelo Branco - Paracambi
A partir das 18:30

Apresentação da Ginástica da Praça ao Ar Livre
Homenagens
Apresentação do Ballet Municipal
Apresentação do Grupo de Dança do Ventre
Show com a Cantora Deise Dantas
Show com a Cantora Gisele Ferreira


Ao mesmo tempo em que acontecem as apresentações, no espaço da praça estarão os serviços Municipais que de atendimento a gênero como Cepomp, Cramp/sv, Saúde da Mulher, CRAS, Creas, COMAD, stand AVON e NATURA, etc. Cada um com a divulgação do seu trabalho. Como também os Grupos de artesanato: Paracambi feito à mão e Paracambi Artesanal.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Deputado quer audiência pública para investigar problemas em novo aterro sanitário do Rio



17/02/2013 - 17h16
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) pretende visitar ainda esta semana o bairro de Chaperó, no limite entre Seropédica e Itaguaí, para verificar o grau de contaminação sobre a população local causado pela poluição emanada do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) da empresa Ciclus, segundodenúncia dos moradores. Dependendo do que encontrar, Freixo vai propor uma audiência pública sobre o assunto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O CTR é responsável por receber todo o lixo gerado pela capital do estado e de municípios da região metropolitana desde o fechamento, em junho do ano passado, do Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, que antes recebia esse material. Freixo pleiteia a recondução à presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Alerj e vem acompanhando a situação dos moradores de Chaperó. Ele considera graves as denúncias de que a comunidade estaria sendo exposta a condições degradantes de saúde pública.
“Sem dúvida alguma, isso tem que ser investigado pela Assembleia Legislativa. Até porque o investimento ali tem isenções e estímulos do governo do estado. Quando se tem uma violação dos direitos humanos dessa magnitude, o que menos interessa é se o problema é estadual ou municipal. O que interessa é a vida dessas pessoas. Se eu continuar à frente da Comissão dos Direitos Humanos, essa será uma das primeiras ações, chamando as demais comissões, a de Meio Ambiente e a de Saúde, para fazer uma vistoria conjunta.”
A empresa Ciclus foi procurada para comentar as denúncias dos moradores. Enviou uma nota, admitindo que as fortes chuvas podem elevado o odor: “A CTR Rio é a mais moderna Central de Tratamento de Resíduos da América Latina. Inaugurada em 2011, a unidade foi desenvolvida com a mais alta tecnologia em um processo de implantação gradativa, que segue o cronograma previsto. A empresa está sempre atenta a melhorias operacionais e está estudando alternativas para controlar ainda mais o odor provocado pelas fortes chuvas que vêm assolando a região nesse início do ano”.
Edição: Fábio Massalli
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