terça-feira, 7 de abril de 2009

ÁGUA E ENVELHECIMENTO


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Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: "Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?"Alguns arriscam: "Tumor na cabeça:".Eu digo: "Não".Outros apostam: "Mal de Alzheimer". Respondo, novamente: "Não".A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.Insisto: não é brincadeira.Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica.Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água.Conclusão:idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente ou a umidade do ar baixar muito. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.Por isso, aqui vão dois alertas. O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!Meu segundo alerta é para os familiares: Ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e de um dia para o outro ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.
Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de C línica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

segunda-feira, 23 de março de 2009

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

DIA MUNDIAL DA ÁGUA - 22 MARÇO 2009


Prezados Senhores,

Segue urgentíssimo apelo de advocacia "Pro bono" para a causa "SALVE O MANANCIAL DO CAÇADOR" posto que Juiza Federal proferiu sentença de primeira instância, autorizando o desvio sobre a outra vertente da serra S. Lourencinho- o topo da Serra do Mar , com a transposição do Manancial do Caçador composto por mais de 17 nascentes intactas e florestadas de água potável, para a ampliação da BR 116 - cruzando todas cabeceiras produtoras de água e ilhando o Ribeirão Caçador no BIOMA MATA ATLÂNTICA- . Nos termos do Art. 225 CF e dos princípios jurídicos ambientais, para evitar danos irreversíveis ao meio ambiente, a OSCIP SOS MANANCIAL, invocando o Direito de Petição , pleiteou a revisão da sentença e o recurso de apelação, postulando que, A SOS MANANCIAL assistente simples do Ministério Público Federal, nesta Ação Civil Pública foi impedida de produzir provas, muito embora tenha oferecido consistentes quesitos realizados pela sociedade civil e indicado renomados assistentes técnicos voluntários, pois, o procedimento pericial , foi revogado pela juiza com a concordância dos reús IBAMA E DNIT e do Autor MPF, após anos de discussões relativas , tanto a quem caberiam as custas quanto à pertinência do adiantamento aos honorários dos peritos.

Contudo, o prazo de recurso de apelação da sentença é até 23 de março 2009, segunda-feira agora, precisamos urgente de prestação de serviço jurídico "Pro bono" para esta causa - paradigma do movimento ambientalista e da cidadania pelas águas, com vistas ao recurso de apelação nos termos da petição abaixo , mediante jus postulandi , posto que a bem do interesse público esta sentença , não deverá obstar que a duplicação da BR116 tão almejada por todos , possa ser condicionada a um projeto melhor, com outra diretriz de traçado de forma a conciliar maior segurança aos usuários com a preservação dos preciosos recursos naturais lá existentes. Ainda , estamos em tempo: SALVE O MANANCIAL DO CAÇADOR!

Com vistas ao patrocínio na defesa desta causa, por meio de advocacia "Pro bono", para a segunda instância, desde já, agradecemos contacto de quem puder nos oferecer apoio jurídico, visto que esta Organização da Sociedade Civil de Interesse Público não dispõe de recursos. Presente e futuras gerações agradecerão.

Yara Toledo
OSCIP SOS Manancial
3 Documentos transcritos abaixo desta OSCIP à 4ª CCR/PGR/MPF e à 16a VARA FEDERAL


Organização da Sociedade Civil de Interesse Público OSCIP CNPJ 03.259.395/0001-30-
MJ - Processo no. 08000.01868/2000-65
D.O.U. de 22/11/2000 - Registro Barueri no. 130335
SOS Manancial
Cadastros ”CONDEMA, “CONSEMA” e “CONAMA”
Rua Batatais,no. 507– apto 91–São Paulo- CEP 01423010- SP
Site: http://www.sosmanancial.org.br/
Email: sosmanancial@uol.com.br
Telefax: +5511 3885 1490
Água mais cara que Petróleo

Brasil Rotário/Agosto/2004
Egrégia 4ª Câmara de Coordenação e Revisão
4ª CCR – Meio Ambiente e Patrimônio Cultural

Inquérito Civil: 03/97 PR-SP
Processo: 2003.61.00.023370-7
16a Vara Federal



A OSCIP SOS MANANCIAL, vem à presença da Egrégia 4ª Câmara de Coordenação e Revisão, 4ª CCR – Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, pela presidenta signatária, encaminhar para conhecimento, nosso recurso abaixo transcrito à juiza. Enquanto assistente do MPF nesta lide vem solicitar informações para termos conhecimento se o MPF vai recorrer da sentença para podermos estabelecer a estrategia da OSCIP , pois, consultando verificamos que o prazo do recurso não se extinguia na data que protocolizamos nosso apelo à juiza, mas- o prazo para recorrer ainda está em curso, uma vez que os autos foram remetidos para o Ministério Público no dia 19 de fevereiro, e ele tem 30 dias para apelar, a partir do momento em que recebeu o processo. Assim, mesmo que ele tenha recebido no próprio dia 19, o termo final do prazo será o 23 de março (primeiro dia útil após o último dia).-

Enquanto entidade compromissada primordial e eticamente com a presente e principalmente às futuras gerações, na preservação dos mananciais que restam, aonde quer que ainda existam, agradece a conotinuidade da tutela do Ministério Público Federal à causa.São Paulo, 9 de Março de 2009.
YARA REZENDE A. DE TOLEDOPresidenta da SOS MANANCIAL
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EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA TÂNIA REGINA MARANGONI ZAUHYU
JUÍZA FEDERAL DA 16a VARA FEDERAL DA 1ª SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO


JFSP-FORUM CIVIL11/03/2009 14:57 Prot nro 2009.00006457-1

Processo: 2003.61.00.023370-7
Ação Civil Pública
16a Vara Federal


A OSCIP SOS MANANCIAL, pela presidenta signatária vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 225, caput, da Constituição Federal “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”, com fulcro nos princípios ambientais da Precaução, da Previsibilidade e do Equilíbrio votados por unanimidade na Conferência das Nações unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, e , amparada no artigo 5º da Constituição Federal “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade “ inciso XXXV – “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”, e invocando o Direito da Petição, inciso XXXIV: “são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos” requerer e expor o que se segue:
Nosso inconformismo com a sentença prolatada em razão de que não foi possível produzirmos as provas tão necessárias para dirimir todas dúvidas desta ação.
Contribuimos de inúmeras formas dentro da Ação Civil Pública inicial de nº 1999.61.00.040722-4, da Medida Medida Cautelar nº 2002.61.00.029895-3 e da Ação Civil Pública nº 2003.61.00.023370-7. Ficamos com sentimento de perda de tempo e um grande desperdício de energia. Após 10 anos, fomos impedidos pela revogação da perícia de produzirmos as provas que contribuiriam para que Vossa Excelência julgasse procedente os pedidos desta Ação.
Paulo Affonso Leme Machado, salienta que “não é preciso que se tenha prova científica absoluta de que ocorrerá dano ambiental, bastando o risco de que o dano seja irreversível para que não se deixem para depois as medidas efetivas de proteção ao meio ambiente, sendo que “existindo dúvida sobre a possibilidade futura de dano ao homem e ao meio ambiente, a solução deve ser favorável ao ambiente e não ao lucro imediato - por mais atraente que seja para as gerações presentes” (Pg. 622, Direito Ambiental Brasileiro)
A sociedade civil que atuou com altruismo para preservar da fragmentação a Bacia do Caçador, para evitar o ilhamento do Ribeirão Caçador e do Bioma Mata Atlântica, recebeu aproximadamente 10000 subscrições qualificadas ao longo destes anos, a nivel nacional e internacional, razão pela qual, a sentença é recebida com sentido de grande pesar, visto que todos esforços realizados aparentemente foram inúteis.
Ao revogar a perícia e julgar improcedente a Ação Civil Pública, Vossa Excelência não dimensionou que poderá estar incentivando a potencialização da degradação ambiental.
Lamentavelmente, a falta de conscientização pública em matéria ambiental gera à coletividade, e às entidades que a representam o desinteresse de continuar defendendo a segurança, a qualidade de vida e o equilíbrio ecológico, nas situações em que assim o exigirem. O meio ambiente é bem de uso comum, e, portanto difuso, sendo os verdadeiros “proprietários” deste bem: a coletividade.
Não é aceitável que os recursos públicos sejam destinados a financiar a poluição e a degradação da natureza, transgredindo os príncipios constitucionais.
Não buscamos a medida judicial com o escopo de sobrestar a duplicação da rodovia, mas , que esta duplicação não causasse os danos irreversíveis que irão ocorrer, não conseguimos a tutela jurisdicional desejada para o interesse difuso e coletivo. Não pleiteávamos direitos novos, mas que fossem respeitados os já existentes, direito à vida para os usuários que trafegam pela rodovia, e a preservação dos recursos naturais lá existentes, a proteção da floresta, das águas, e de todos que nelas habitam, e , especialmente a proteção da coletividade que se beneficia dos serviços ambientais prestados pela Bacia do Caçador e pela Serra São Lourencinho.
Em tratando-se de medida de peso, em caráter preventivo, a fim de que se evitasse danos irreverssíveis, trouxemos no âmbito desta demanda, especialistas em várias áreas para nos assistir, reconhecidos técnicos que com elevado espírito cívico afluiram em suporte à causa , e ainda, juntamos quesitos elaborados de forma espontânea e coletiva pela sociedade civil - coordenados pelo engenheiro civil Horácio Ortiz, ex-presidente do Instituto de Engenharia, ex- Secretário de Transportes do Governo de S. Paulo, ex- Deputado Federal , com base em pareceres de Ortiz, Tarcisio Celestino, Hugo Rocha, Hugo Pietrantonio, Fabio Olmos, Eduardo Giansante, Akira Koshima, Eduardo Catharino, Aziz Ab´Saber, Waldir Mantovani, Carlos Rocha, Pirani, Muniz Farias, Lutzemberger, Lázaro Zuquete, André Assis, Bessa Antunes, Sterling, Cândido Malta, Mario Mantovani, entre outros membros da academia, USP, UNESP, UNICAMP, UNB , associações técnicas , INSTITUTO DE ENGENHARIA, IPT, CBT-ABMS, ONGS e pessoas de renome com competência reconhecida que pugnaram por outra alternativa e asseveraram que a Alternativa F (original ou aprimorada) - que contem o Segmento 6, é extremamente danosa. Estes documentos constam desta Ação Civil Pública .
A liberação pela ALTERNATIVA F, que inclue o segmento 6, com a duplicação fora do eixo da pista atual vai gerar um dano irreversível para o meio ambiente. A Licença Prévia 132/02, emitida pelo IBAMA que autoriza o desvio de aproximadamente 5 km, no topo da Serra do Mar , em sua vertente oceânica, cortando uma grande e importante área do bioma Mata Atlântica, com seccionamento dos cursos d´água, das cabeceiras de drenagem do Ribeira de Iguape, bem como a morte de muitos animais, inclusive endêmicos como em extinção, transformarão este setor precioso em recursos naturais, aonde hoje corre o Ribeirão Caçador, numa ilha de Mata Atlântica que será extinta em poucos anos.
Na Assembléia Legislativa, durante a Audiência Pública da Frente Parlamentar em defesa da manutenção e duplicação da BR-116, aos 18/02/2009 foi dito pelo Eng. Ênio, Superintendente da Autopista Régis Bittencourt S.A. que hoje, após a manutenção e reparos realizados pela concessionária, o maior índice de acidentes não ocorre mais na Serra do Cafezal, mas nas Serras da BR-116 que foram duplicadas com desvio, fora do eixo das pistas existentes. Fatalmente, ocorrerá o mesmo, no trecho cognominado pelo DNER/DNIT de Serra do Cafezal, com a duplicação proposta através do Segmento 6 - ALTERNATIVA F. Foi também aduzido, nesta audiência que operacionalmente fica mais prejudicado o atendimento aos usuários nas duplicações não contíguas às pistas existentes.
Portanto, nosso desgosto neste momento como OSCIP- Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, é não termos tido os recursos para arcar com os honorários dos peritos indicados por Vossa Excelência. É óbvio que o IBAMA e o DNIT não consentiriam em adiantar os honorários dos peritos para a produção de provas contra si próprios. Todavia a Súmula 232, garante que a Fazenda Pública poderia estar arcando com os custos deste tralhalho, portanto ratificamos nosso inconformismo , com a concordância do assistido na desistência da perícia.
Em anexo segue Petição desta OSCIP à 4ª CCR – Meio Ambiente e Patrimônio Cultura, a qual reiteramos .
Vimos à presença de Vossa Excelência, que atuou com brilhantismo e coerência ao longo de todos estes anos, requerer que reconsidere a sentença prolatada dando prosseguimento ao feito no sentido de que seja avaliado tudo o que foi pleiteado na Ação Cautelar e na Ação Civil Pública. Em havendo possiblidade de Vossa Excelência rever vossa respeitável decisão, que seja dado prosseguimnento ao feito com a realização das perícas que foram inicialmente requeridas. No caso contrário, em que seja mantida a sentença, que esta Petição seja recebida como recurso de apelação com a adoção das medidas legais cabíveis.

Neste Termos ,
Pede Deferimento
São Paulo, 11 de Março de 2009.
YARA REZENDE A. DE TOLEDOPresidenta da SOS MANANCIAL


Organização da Sociedade Civil de Interesse Público OSCIP CNPJ 03.259.395/0001-30-
MJ - Processo no. 08000.01868/2000-65
D.O.U. de 22/11/2000 - Registro Barueri no. 130335
SOS Manancial

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PRECISAMOS APRENDER A LER NAS ENTRE LINHAS

Canal do Cunha será despoluído
JB Online
RIO - Os canais do Cunha e do Fundão vão começar a ser despoluídos em janeiro. A obra, sob a responsabilidade da Secretaria Estadual do Ambiente, terá recursos de R$ 185 milhões, da Petrobras, e será realizada pela empresa Queiroz Galvão. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo ministro do Meio Ambiente,Carlos Minc, e pelo subsecretário estadual do Ambiente, Antonio da Hora. Além de recuperar uma região bastante degradada, a dragagem também irá reduzir as enchentes causadas pela elevação do Rio Faria Timbó.
Segundo Minc, a recuperação dos canais do Cunha e do Fundão constitui a primeira medida do Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, na semana passada, na Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, na Polônia.
- Essa medida é uma adaptação às conseqüências geradas pelas mudanças climáticas, como a elevação do nível do mar. Essa área é afetada pelas enchentes porque o aterro antigo da Ilha do Fundão impediu a circulação de água. A obra permitirá solucionar este fato, reduzindo significativamente as enchentes provocadas pela elevação do rio Faria Timbó – disse o ministro.
A obra deverá ser concluída em dois anos e abrangerá o desassoreamento dos canais, facilitando a circulação de água. Serão dragados 2,2 milhões de metros cúbicos de material em uma área de 6,5 km de extensão. O lodo a ser retirado possui aproximadamente quatro metros de altura, a partir do nível da água. O projeto também compreenderá urbanismo e saneamento do Fundão e o reforço nas pontes. A Petrobras também financiou, com recursos de R$ 2 milhões, o projeto-executivo da obra e o EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental).
Antes da obra, a UFRJ efetuou um estudo detalhado do solo e análise dos sedimentos em 107 pontos da região e constatou a presença de metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, antimônio e outros metais. A camada contaminada com metais pesados passará por um processo de separação de areia para tratamento. Após esse procedimento, os sedimentos restantes serão dispostos em cápsulas de geotextil, para drenagem de líquido. A água, completamente limpa, retornará para a Baía de Guanabara.
- Esses bolsões geotextil serão dispostos no solo em uma área de aproximadamente 9 km de extensão. Mas, antes, o solo passará por um processo de impermeabilização. Sobre essa área, faremos a urbanização. Esse material é extremamente seguro, não oferecendo portanto qualquer perigo ao meio ambiente e também para a saúde da população. O material que não estiver contaminado com metais pesados, será disposto em alto mar, em local licenciado. Já o restante do lixo como pneus, carcaças de automóveis serão encaminhados para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Vamos monitorar todo esse trabalho, durante e após a obra – afirmou Antônio da Hora, ressaltando, que durante a obra, será utilizado produto para modificar a composição do gás sulfídrico, responsável pelo forte mau cheiro da região.
Posteriormente, a Secretaria do Ambiente fará novas intervenções na região como a construção de um píer para os pescadores, horto e sede para cooperativas de catadores, com recursos do Fecam.
[16:50] - 22/12/2008 -

domingo, 18 de janeiro de 2009

SUSTENTABILIDADE É TEMA NA MOSTRA DE CINEMA DA UFF


Ângela Lemos

Durante a mostra de cinema da UFF no IV Festival de Cinema da Engenharia um documentário com o tema sustentabilidade foi muito prestigiado. Essa apresentação aconteceu no dia 25 de novembro de 2008. Embora não concorresse a premiação, o documentário bombou geral. O tema focou a participação de alunos de Engenharia Química e Mecânica da Escola de Engenharia da Universisdade Federal Fluminense na avaliação de processos de energia limpa que se ralizou no complexo gerador de eletricidade para o Rio de Janeiro. As instalações da Concessionária de Energia Elétrica Light S.A. foram revisitadas dentro dessa tônica mostrando-se um exemplo de sucesso de empresa que leva o tema de sustentabilidade a sério.




A missão técnica se desdobrou com momentos de descontração no Centro de Valorização do Homem e da Natureza (CVHN). Esta entidade, de cunho independente, coordena atividades de Observatório Ambiental e Plataforma de Desenvolvimento dedicada ao Homem e a Natureza, está situada na região da Floresta em Paracambi, numa área que participa do bioma que envolve a represa da Light.


No CVHN os participantes foram recebidos com um almoço após o qual, não poderia deixar de ser, houve o plantio de árvores destinadas a compensação de carbono disperso na atmosfera em conseqüencia de todo o evento. A orientação da missão técnica foi conduzida pelo Professor Belmiro Ivo Lunz do Departamento de Engenharia Elétrica, no projeto VISITEC. Há mais de vinte anos o Professor realiza compensação de carbono de atividades acadêmicas no CVHN na Serra do Batista. As árvores plantadas em conseqüência deste projeto nos primeiros evento estão atualmente adultas, desempenhando bem a tarefa que a princípio lhe foram confiada, além de dar um show de paisagismo...




Mais informações com Prof. Belmiro Ivo Lunz, belmirolunz@click21.com.br ou
CVHN - Centro de Valorização do Homem e da Natureza Tel. 9291-7134.

AS ÁGUAS DO GUANDU CORREM GRANDE RISCO DE CONTAMINAÇÃO



PREZADOS CIDADÃOS, EM ESPECIAL OS PARACAMBIENSES,



O ABASTECIMENTO E A QUALIDADE DA ÁGUA QUE ABASTECE MAIS OU MENOS 9 MILHÕES DE PESSOAS NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO (CIDADE MARAVILHOSA, COPACABANA, TURISTAS AMERICANOS, CARNAVAL...) ESTÃO AMEAÇADOS PELA TENTATIVA DE INSTALAÇÃO DE UM ATERRO INDUSTRIAL (ESSENCIS SA) DENTRO DA APA GUANDU, APA ESTA CRIADA PARA PROTEGER EXATAMENTE A ÁGUA QUE ABASTECE A CIDADE, CRIADA PELO ENTÃO SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE, HOJE MINISTRO DO MEIO AMBIENTE CARLOS MINC.ALÉM DO PODER PÚBLICO TAMBÉM É NOSSA A RESPONSABILIDADE DE PRESERVAR OS RECURSOS NATURAIS, PRINCIPALMENTE A ÁGUA, POIS SEM ELA A VIDA NESTE PLANETA NÃO EXISTIRIA, POR ISSO MEUS AMIGOS CONVIDO A TODOS QUE PUDEREM A ESTAREM PRESENTES :

NO PRÉDIO DA PREFEITURA DA UNIVERSIDADE RURAL DO RIO DE JANEIRO-SEROPÉDICA
DIA 22 DE JANEIRO ÀS 13:30, SALA DE AULA ANEXA AO COMITÊ GUANDU.

"APRESENTAÇÃO TÉCNICA DO PROJETO DO CENTRO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS (TÓXICOS) CLASSE I, II, III DA EMPRESA ESSENCIS S/A EM PARACAMBI".

EVENTO GRATUITO ABERTO AO PÚBLICO EM GERAL
EXERÇA SUA CIDADANIA E DEFENDA O DIREITO A ÁGUA DE QUALIDADE PARA VC E SEUS FILHOS!!!!
ESTEJAM PRESENTES.

MÁRCIA MARQUES

sábado, 3 de janeiro de 2009

Desapropriação de Manguezal - Praia da Beira São Gonçalo


Prezados Colegas

Em ato oficial a Prefeitura de São Gonçalo / RJ, de acordo com o decreto municipal 336:2008, desapropriará diversas quadras na localidade denominada Praia da Beira, chegando a Praia da Luz.O município de São Gonçalo, cidade dormitório e de baixo IDH(em torno de 0,6), com 980.000 habitantes, conforme IBGE, é limitante de Niterói, Itaboraí e Maricá, sendo banhado pelo mar, através da Baía de Guanabara, fazendo parte do PDGB - Programa de Despoluição da Baía de Guanabara.


A citada comunidade da Praia da Beira, onde aconteceu o ato de desapropriação, vive em torno de 300(trezentas) famílias de baixo poder aquisitivo: pescadores, marisqueiros, sirizeiros, catadores de carangueijo e outros da linha produtiva, além de pequenos comerciantes e autônomos.A localidade, fundo de baía, é criador de todas as espécies e salvaguarda da Baía, com manguezais, mata nativa, brejais, e nascentes.Diversos animais nativos podem ser encontrados na localidade, desde pássaros, coelhos, tatus, cobras e jacarés de papo amarelo. É um nascedouro degradado, mas um nascedouro.


A comunidade pesqueira não é organizada, em termos oficiais, não tendo água encanada, saneamento básico e outros. As famílias que ali vivem, algumas a quase um século, fazem parte do equilíbrio da região.A retirada desta estrutura social da localidade se desdobrará em quebra de sistema harmônico, que em décadas ali se encontra instalado, não tendo nenhum apoio oficial, como inclusive afirma-se no ato de desapropriação 336:2008.Encarecemos apoio de toda a comunidade científica, de estudantes, especialistas, jornalístas, conhecedores do assunto, cidadãos para denunciar o ato ilegal e contrário ao processo de sustentabilidade buscado pela ONU e reafirmado na ECO-92, onde cita que Desenvolvimento Sustentável é " o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro."A Comunidade Pesqueira, a Sociedade, o Meio Ambiente não podem sofrer mais este prejuízo. A questão de Responsabilidade Social tem que ser analisada e também a definição do que seria lucro e principalmente a de LUCRO SOCIAL, não apenas o LUCRO FINANCEIRO.A Depreciação do Capital Natural é prejudicial a todos, principalmente aos mais pobres. Peço apoio a todos para que abracem mais esta causa.

Oswaldo F. Mendes,
M. Sc.Professor UniversitárioConsultor
Ad Hoc da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental - MCidades
Consultor Ad Hoc do GESPUBLICA
Avaliador GRI - Global Reporting Iniciative
21-9411-8320
oswaldomendes@ig.com.br

O SALVAMENTO DE "SEU BATISTA"



Um episódio quase trágico ocorreu dia 21/12/08 (domingo). Se não fosse o socorro de heróis anônimos, um senhor de mais de 60 anos conhecido como "Seu Batista" teria se afogado dentro do Rio dos Macacos (altura da ponte sobre a Av. dos Operários) após uma queda acidental.

O Sr.Batista caiu no rio por volta das 10:00hs da manhã. Assim que perceberam o acidente os transeuntes da Av. dos Operários se mobilizaram para socorrer o homem, os voluntários responsáveis pelo resgate entraram no rio e levantaram a cabeça de Seu Batista de dentro d'água, pois da maneira como caiu estava totalmente submersa, o que levaria o homem a óbito em poucos minutos visto que o nível do rio tem se apresentado alto devido as fortes chuvas dos últimos dias.


Após 40 minutos aguardando os bombeiros para retirar o seu Batista do rio, os voluntários resolveram fazer o resgate por conta própria. Improvisando uma maca, acomodaram "Seu Batista" carregando-o rio abaixo até a saída mais próxima, foi durante este momento que chegaram os bombeiros e a ambulância do Hospital Municipal de Lages. Revoltados com a demora do salvamento, vários observadores se manifestaram insatisfeitos com os serviços prestados pelos bombeiros e pela ambulância municipal. Segundo informações Seu Batista foi atendido no Hospital Municipal de Lages com sintomas de afogamento e passa bem, já teve alta e recuperasse em sua residência.



Vale ressaltar a falta de segurança às margens dos rios retificados dentro do perímetro urbano de nossa cidade, principalmente no local onde ocorreu o acidente que tem em sua proximidade duas escolas públicas e uma particular, colocando em risco a vida de muitas crianças que já sofrem com a falta de sinalização e imprudência dos motoristas.

OFICINA DE PET

OFICINA DE PET
GIRASSOIS NO C.E.PRES.KENNEDY